Os Novos
Baianos foram um conjunto musical brasileiro, ativo entre
os anos de 1969 e 1979. O Grupo marcou a
música
popular brasileira e até o rock brasileiro
dos anos 70, utilizando de
vários ritmos musicais brasileiros que vão de bossa nova,
frevo, baião, choro,
afoxé ao rock n'
roll.[1].
O grupo lançou oito trabalhos antológicos para MPB. Influenciados
pela contracultura e
pela emergente Tropicália.
Contava com Moraes Moreira
(compositor, vocal e violão), Baby Consuelo
(vocal), Pepeu Gomes
(Guitarra), Paulinho
Boca de Cantor (vocal), Luiz Galvão
(letras) e a banda de apoio A Cor do
Som.
A história
do grupo começou em 1969. com o espetáculo "O
Desembarque dos Bichos Depois do Dilúvio Universal", no Teatro Vila
Velha, em Salvador, Bahia, onde
pela primeira vez juntos, se apresentaram Luiz
Galvão, agronomo formado, Paulinho
Boca de Cantor, ex-crooner da "Orquesta Avanço", popular nas
noites de Salvador, Moraes Moreira, a
única não-baiana do grupo, a niteróiense
Baby Consuelo, e
Pepeu
Gomes.
Moraes
Moreira e Luiz Galvão foram apresentados por Tom Zé, que era
amigo de Galvão
[2]. Baby Consuelo conheceu os dois em um bar, enquanto
passava as férias em Salvador. Mais tarde,
Paulinho Boca de Cantor conheceu os três, e se uniu a eles. Dos
membros que formariam o grupo mais tarde, apenas Pepeu Gomes era
músico, e havia passado por diversas bandas. Nas apresentações em
palco e gravações, o grupo
era inicialmente pelo um quarteto, acompanhado pelo grupo 'Os
Leifs'[2],
que depois teve seu nome mudado para A Cor do Som, do
qual faziam parte o baixista
Dadi, guitarrista Pepeu Gomes e seu
irmão baterista, Jorginho Gomes.
Pepeu Gomes se casou com a vocalista da
banda, Baby Consuelo, e é incorporado definitivamente ao grupo, e
ao lado de Moraes Moreira colabora de maneira como arranjador
musical do grupo.
Em
1969
se inscrveram para o V Festival de Música Popular Basileria com a
canção "De Vera". A origem do nome surgiu em decorrencia a uma
apresentação na Rede Record, quando
ainda sem nome definido para o grupo, um funcionario da emissora
grutou "Chama aí esses novos baianos!"[2].
Os Novos Baianos nunca foram controlados por gravadoras e
empresários, tanto que quado foram para São
Paulo, se apresentaram em diversos programas de televisão,
extrapolando o tempo previsto.
O
Auge
O primeiro empresário do grupo foi
Marcos Lázaro, e a primeira gravadora foi a RGE, onde lançaram um
compacto
simples, "De Vera"/"Colégio de Aplicação", e no ano de
1970 o
primeiro long play, titulado de
É Ferro na
Boneca, que além de trazer as canções do compacto, e uma grande
mistura de gêneros, foi tema dos filmes "Caveira My Friend" e
"Meteorango Kid". Apesar de tudo, o número de cópias vendidas do
disco não foi tão extensa.
Com a desclassificação de "Vera" do Festival da
Record, Os Novos Baianos
resolveram seguir para o Rio de
Janeiro. Lá, moravam todos juntos em quatro cômodos, o que
fazia com que o entrosamento entre os músicos fosse muito grande.
Em 1971, gravaram o segundo
compacto simples, "Volta que o Mundo dá", e receberam a visita de
João
Gilberto, que viria a influenciá-los com o samba[1].
Após a grande fusão de gêneros brasileiros, sugerida por João
Gilberto, e a guitarra de Pepeu Gomes, surgiu
o mais consistente e lembrado disco do grupo, Acabou Chorare,
pela Som Livre; considerado
o melhor álbum brasileiro da história segundo a revista Rolling
Stone[3].
Em Jacarepaguá,
alugaram um sítio apelidado de "Sitio do vovô". Viviam de forma
quase anárquica em pleno regime militar.
Em uma nova gravadora, a Continental,
lançam seu terceiro álbum de
estúdio, Novos Baianos F.
C., com inovações ritmicas e líricas. O disco ganhou um filme
homônimo de Solano
Ribeiro[4].
Os Novos Baianos se mudam novamente, desta vez para
uma fazenda em São Paulo, a
convite de um execultivo da Continental. Lá
gravaram o quarto disco, Novos Baianos, mais conhecido por Alunte.
O disco não vendeu tanto quanto os anteriores, o que levou ao
desentendimento com a gravadora. A crise começou, Moraes Moreira,
principal letrista da banda resolveu partir para a carreira
solo.
O Declínio e
fim
Desfalcados de Moraes Moreira, letrista principal ao
lado de Galvão, o grupo faz de Pepeu Gomes o exemplo instrumental.
O disco seguinte,
Vamos pro Mundo, lançado ainda em 1974 pela Som
Livre. As faixas instrumentais em choro, baião e samba eram o
foco do disco.
Em 1976, o grupo assina seu
contrato mais longo, de dois anos com a gravadora
Tapecar. O primeiro álbum na gravadora,
Caia na Estrada e Perigas Ver, investiu no samba, rock e chorinho, com
regravações de "Ziriguidum", de Jackson do
Pandeiro e "Brasileirinho" de Waldir Azevedo.
Em 1977 lançara
Praga de Baiano, já enfraquecidos pelo processo inicial das
carreiras solo de Paulinho, Pepeu e Baby. O disco trazia o trio
elétrico, frevo, e bastante
música
instrumental. Tornaram-se atração dos trios-elétricos, e
Baby Consuelo foi
a primeira cantora desse tipo de evento.
O último trabalho,
Farol da Barra, pela CBS, homenageia os
compositores Ari Barroso e
Dorival Caymmi,
regravando "Isto Aqui O Que É?", e "Lá Vem a Baiana". O principal
destaque do disco era a faixa-título, uma parceria entre Galvão e
Caetano Veloso.
No ano seguinte o grupo encerra suas atividades.
Reuniões
posteriores
Em 1987, Baby, Pepeu e
Paulinho se reuniram em uma apresentação única no Teatro Castro
Alves.
Em 1990, a reunião completa de
Baby, Paulinho, Pepeu e Moraes Moreira aconteceu em no trio
elétrico nas ruas de Salvador. Neste mesmo ano, Pepeu e Moraes
gravam um trabalho juntos.
A banda também se reuniu em meados da década de
1990
para uma apresentação com Marisa Monte, que
apoiou o retorno do grupo aos estúdios, em 1997, o grupo reúne sua
formação original e lançam o disco duplo:
Infinito Circular.
Discografia
Álbums de
Estúdio
Compactos
- 1969 – "Colégio de Aplicação" / "De
Vera"
- 1970 – "Volta que o Mundo
dá"
- 1971 – "Psiu" / "29 Beijos" e "Globo da
Morte" / "Mini Planeta Íris" (Compacto Duplo)
- 1971 – "Dê um rolê" / "Você me dá um disco?"
e "Caminho de Pedro" / "Risque" (Compacto Duplo)
- 1973 – "No Tcheco Tcheco" / "Boas
Festas"
- 1973 – "A Minha Profundidade" / " O Prato e a
Mesa"
- 1976 – "Ninguém segura este País" / "Ovo de
Colombo"